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Quinta, 10 Setembro 2015 04:55

Deputados municipalizam o debate

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José Sarto reconheceu ter sentido constrangimento ao aproveitar 15 minutos no púlpito para abordar questões de São Gonçalo do Amarante José Sarto reconheceu ter sentido constrangimento ao aproveitar 15 minutos no púlpito para abordar questões de São Gonçalo do Amarante ( Foto: HeloSsa Araújo )
  Faltando quase um ano para a realização das eleições de 2016, os ânimos nas casas legislativas, aos poucos, ficam cada vez mais acirrados. Muitos deputados estaduais têm se aproveitado da tribuna da Assembleia Legislativa como uma espécie de palanque eleitoral e abordado cada vez mais durante as sessões plenárias temas inerentes a disputas municipais. Apesar de reconhecerem o erro e prometerem maior vigilância quanto a este tipo de abordagem durante os debates na Casa, alguns deputados estaduais alegam que, muitas vezes, torna-se inevitável a municipalização. Outros defendem que os assuntos podem até ser levados para o púlpito da sede do Poder Legislativo estadual, desde que isso não seja motivador de ataques pessoais a outros deputados e a gestores. O peemedebista Carlomano Marques, em praticamente todos os seus pronunciamentos desde o início da atual legislatura, tem subido à tribuna para tratar da situação de Pacatuba e fazer críticas à atual gestão. Outros parlamentares têm seguido o mesmo rumo. Recentemente, por duas vezes, a deputada estadual Bethrose (PRP) fez duras críticas à Prefeitura de São Gonçalo do Amarante. Na última vez que a parlamentar discursou sobre o tema, o deputado José Sarto (PROS), um dia depois, rebateu as críticas durante 15 minutos no púlpito do Plenário 13 de Maio. Constrangimento O parlamentar reconheceu ter sentido constrangimento ao fazer o pronunciamento, pois é um dos críticos a esse tipo de abordagem. "Eu fui um dos que trouxe, mas constrangido. Eu, raramente, trago esse tipo de discussão, e acho que o debate deve ser feito nos municípios, nas câmaras municipais. Utilizar a tribuna da Assembleia para fazer um palanque pré-eleitoral é, inclusive, proibido", apontou. Para o deputado José Sarto, "não é saudável" levar assuntos locais para a Assembleia Legislativa, mas ressaltou que, se for motivado a tratar de disputas municipais, não hesitará em entrar no debate, devido à necessidade de apresentar contrapontos aos pronunciamento de outros parlamentares. Já Bethrose alegou que tratar de assuntos dos municípios onde existe densidade eleitoral não é um problema. Conforme informou, esses temas mais localizados não diminuem e nem fogem da temática parlamentar. "Temos que fazer a crítica sim. Não se faz críticas sobre a gestão de Fortaleza? O que eu não concordo é com o discurso baixo, de levar para o lado pessoal. Mas para discutir a administração e a gestão não vejo problemas", salientou a parlamentar. O deputado Agenor Neto (PMDB), apesar de já ter subido à tribuna para destacar os feitos da gestão de Iguatu, disse ser contra esse tipo de posicionamento dos parlamentares. Segundo ele, temas mais regionais e ligados ao Estado deveriam ser priorizados ao invés de debates mais localizados. "Aqui não é o local certo para trazer essas discussões, temos que trazer assuntos que tenham um contexto regional e estadual e não problemas pessoais dos deputados", disse ele defendendo uma maior vigilância por parte de cada um dos parlamentares. O deputado Júlio César Filho (PTN) faz oposição à gestão municipal de Maracanaú, que é aliada de Fernanda Pessoa (PR). Os dois, apesar de serem adversários, procuram não levar temas locais para a tribuna. Na avaliação de Júlio César Filho, apesar de a Assembleia e seus membros representarem toda a população cearense, não se deve exagerar a levar brigas políticas para o plenário. Segundo o parlamentar, porém, como são demandados frequentemente por suas bases eleitorais, às vezes, torna-se difícil não levar denúncias de municípios do Interior para a tribuna. "No caso do advento das eleições municipais para prefeito e vereador começam a aumentar o número de cobranças junto aos deputados. É natural que possamos trazer essas discussões, no sentido de contribuir com as demandas apresentadas, mas não ficar medindo força entre lado A e lado B", pontuou. Banalizar Para Heitor Férrer (PDT), há assuntos que não podem passar incólume pela Assembleia, inclusive, aqueles que são oriundos dos municípios onde o parlamentar atua. No entanto, ele também disse ser contra a tentativa de alguns deputados em municipalizar os assuntos tratados. "Não se pode banalizar os assuntos que são próprios dos municípios. Lá tem uma casa legislativa que serve, justamente, para tratar desses assuntos que é a Câmara Municipal", frisou. A petista Rachel Marques já neste ano trouxe assuntos relacionados ao município de Quixadá. No entanto, ela afirmou que esses assuntos podem surgir eventualmente, mas não devem ser a pauta principal dos temas abordados pelos deputados. "Devemos ter cuidado para que isso não seja o foco diário. Não devemos trazer esses problemas municipais toda semana, para não correr o risco de não transformar a Assembleia em Câmara Municipal". A peemedebista Silvana Oliveira (PMDB), por outro lado, defendeu que todo assunto é válido na tribuna da Assembleia, afirmando que o cidadão se sente representado quando seu município é colocado em pauta durante um pronunciamento na Casa.
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