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Internautas avaliam que reforma da CLT prejudica trabalhadores - QR Code Friendly
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Segunda, 15 Mai 2017 11:37

Internautas avaliam que reforma da CLT prejudica trabalhadores Destaque

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A enquete do Portal da Assembleia Legislativa da última semana (entre os dias 8 e 15/05) questionou a opinião dos internautas sobre as medidas que modificam a Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT) e ampliam a terceirização.

Para 71,6% dos que responderam, as propostas precarizam o trabalho, reduzem direitos e dificultam o acesso à Justiça. Outros 20,9% avaliam que a atualização das leis trabalhistas será benéfica, pois favorece a geração de empregos. Já 7,5% dos internautas preferiram não opinar.

O deputado Ferreira Aragão (PDT) critica a reforma das leis trabalhistas que tramita no Congresso Nacional. Segundo ele, a proposta prevê mudanças em mais de 100 pontos da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), sendo um duro golpe às conquistas históricas da classe trabalhista.

“Dizem que a reforma vai facilitar a relação entre patrão e empregado, que vai melhorar as condições de empregabilidade, mas não vejo dessa forma, pois entendo que vai haver uma retirada de direitos significativos e muito valiosos dos trabalhadores”, comenta Ferreira Aragão.

Para o deputado João Jaime (DEM), a reforma trabalhista é necessária. Na avaliação dele, as mudanças apenas atualizam e modernizam a legislação. “Precisamos entender que as relações de trabalho de 50 ou 60 anos atrás não são as mesmas de hoje, e, com essa reforma, os trabalhadores vão ter mais flexibilidade para negociar com os seus patrões”, afirma.

O deputado Carlos Felipe (PCdoB) reconhece que há pontos positivos na reforma, mas, no geral, avaliou que ela é prejudicial ao trabalhador. “Existem avanços na reforma, como a questão que contempla o trabalho em casa - que é algo da vida moderna -, mas, em compensação, ela acaba com os acordos coletivos, fazendo com que o acordado valha mais do que o legislado”, lamenta Carlos Felipe.

O advogado trabalhista Marco Aurélio dos Anjos considera que a reforma, na verdade, veio para suprimir direitos. Na opinião dele, a maior preocupação é com o artigo prevendo que o negociado possa se sobrepor ao legislado.

“A partir do momento que você tem uma CLT que estabelece o mínimo necessário para os trabalhadores, e esse mínimo ainda pode ser negociado, entendemos que o trabalhador será a parte prejudicada da relação”, analisa.

Marco Aurélio lembra ainda que, em um momento de crise econômica, as empresas poderiam pressionar os trabalhadores a aceitarem mais flexibilização sob a pressão de que possam ser demitidos em caso de discordância.  

JS/GS

Informações adicionais

  • Fonte: Agência de Notícias da Assembleia Legislativa
  • E-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.
  • Twitter: @Assembleia_CE
Lido 1114 vezes Última modificação em Terça, 16 Mai 2017 17:31

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