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Segunda, 26 Novembro 2018 11:52

Internautas manifestam resistência na troca do automóvel pela bicicleta

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Enquete realizada pelo Portal da Assembleia Legislativa questionou, na semana de 19 a 26 de novembro, se a implantação de ciclovias ou ciclofaixas nas cidades brasileiras anima a troca do carro pela bicicleta.

A maioria dos internautas (60.9%) afirma que não, alegando risco de acidentes, ausência de campanhas educativas e leis mais rigorosas para garantir a segurança de ciclistas. Outros 39.1%, no entanto, entendem  que, além de uma prática saudável, a medida ajudaria a reduzir a poluição, contribuindo com a qualidade do meio ambiente.

Para a deputada Bethrose (PP), mesmo com todos os benefícios que o uso da bicicleta proporciona, ainda é preciso uma mudança de mentalidade dos usuários. “Precisamos de mais incentivos, de projetos e campanhas educativas, não só sobre os benefícios da prática do ciclismo, como meio de transporte, mas sobretudo, sobre a segurança de quem pedala e esclarecimentos sobre a legislação de trânsito. Acredito que, em longo prazo, poderemos utilizar com menos temor esse meio de transporte”, ressalta.

O deputado Ferreira Aragão (PDT) afirma que o ciclismo deve ser incentivado, uma vez que traz benefícios, sobretudo para o meio ambiente. “Tem que se investir em bicicleta. As grandes cidades do mundo, pela poluição, estão optando por esse meio de transporte. É mais economia, menos poluição e problemas no trânsito”, observa.

Na avaliação do deputado Leonardo Araújo (MDB), o uso da bicicleta como meio de transporte carrega vantagens ecológica, financeira, de saúde e de tempo de locomoção. Porém, não basta implantar ciclovias, ciclofaixas e sistemas de compartilhamento de bicicletas. É necessário um programa de educação e conscientização no trânsito. 

Segundo o parlamentar, órgãos competentes não devem apenas fiscalizar, mas lançar programas de valorização da vida, não somente do fluxo de veículos. “Devemos, acima de tudo, nos preocupar com a integridade física dos diversos atores do tráfego, sejam eles motoristas, motociclistas, ciclistas ou pedestres”, acrescenta.

O professor do curso de Engenharia de Transportes da Universidade Federal do Ceará (UFC) Mário Ângelo discorda da maioria. “Não é assim tão perigoso. O número de acidentes e mortes vem diminuindo. Quanto mais pessoas utilizam a bicicleta, mais elas passam a fazer parte do cenário e, consequentemente, serão notadas pelos motoristas”, avalia.

Para Mário Ângelo, mesmo com a falta de locais seguros para deixar as bicicletas e elas não sendo muito práticas para algumas situações – visto ser o suor um dos problemas para os ciclistas – a bicicleta ainda é mais vantajosa. “Aqui temos mania de estar sempre cheirosos, recém-saídos de um banho. Será que o suor não seca e podemos passar o resto do dia no trabalho sem grandes problemas? Não resta dúvida de que usar um automóvel é muito mais confortável, mas, pensando nos congestionamentos, no preço da gasolina, no IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores), no seguro, sem contar a saúde, a bicicleta é bem melhor”, pondera.

LS/AT

Informações adicionais

  • Fonte: Agência de Notícias da Assembleia Legislativa
  • E-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.
  • Twitter: @Assembleia_CE
Lido 205 vezes Última modificação em Segunda, 03 Dezembro 2018 11:15

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