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Quinta, 09 Mai 2019 05:31

Os impactos da liberação

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A venda de bebida alcoólica em arenas esportivas tem discussões sobre diversos impactos. Social, econômico e psicológico. Mas há insuficiência de dados estatísticos e de estudos sobre esses diferentes efeitos, o que faz o debate ser evidenciado em opiniões do que em informações. Violência, torcida, torcedor, emoção e realidade. A decisão a ser tomada hoje pela maioria de deputados estaduais, que deverá ainda ser sancionada pelo governador Camilo Santana (PT), pode provocar mudanças significativas no futebol cearense.   A economia é uma delas. Em 2014, durante a Copa do Mundo, legislação específica garantiu que uma marca de cerveja fosse vendida antes e durante os jogos. Não é possível mensurar o número de torcedores que vai ao estádio e consome bebida alcoólica. "O que pode espelhar o que aconteceu na Copa, quando se via uma quantidade significativa de bares e restaurantes. À medida que se efetiva isso e se qualifica, você presta um serviço de qualidade para potenciais investidores", explica o economista Ricardo Coimbra.   Para ele, os impactos econômicos perpassam por uma perspectiva de gestão da atividade, com potencial fonte de renda. Atrair marcas parceiras e criar espaços para publicidade, por exemplo. "Mas precisa ser de forma bem pensada, arranjada. Inclusive com melhor estruturação de segurança também", afirma. Uma adequação realmente será necessária, principalmente se considerarmos que, com mais de uma década sem bebida no estádio - à exceção da Copa - torcedores, futebol e arena física não são mais os mesmos.   Nesse contexto, as torcidas organizadas ganham destaque. Afinal, muitos dos argumentos contra a liberação para a venda têm como base o histórico de briga entre elas. O membro do Laboratório de Conflitualidade e Violência (Covio), da Universidade Estadual do Ceará (Uece), Lucas Oliveira, ressalta que as torcidas organizadas acabam sendo representadas apenas de um jeito no imaginário social. "Mesmo quando elas têm outras formas de se representar", frisa.   Ele, que desenvolveu estudo sobre as torcidas e a forma como são evidenciadas na mídia, destaca que o desporto é uma válvula de escape da sociedade moderna. Permite uma exacerbação das emoções, que pode vir a ultrapassar limites sociais. "Nesse campo, a bebida pode ser um potencializador, mas não originar. De certa forma atua como estimulante em determinadas situações. Mas existem aquelas pessoas que não se deixam alterar. Não podemos generalizar", pondera.       SARA OLIVEIRA
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