Debate sobre reconhecimento de detetives particulares marca homenagem na Alece
Por Pedro Emmanuel Goes23/03/2026 19:06
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O debate sobre o reconhecimento dos detetives particulares enquanto profissão regulamentada marcou a homenagem à categoria realizada pela Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece) em sessão solene na tarde desta segunda-feira (23/03). O deputado Tomaz Holanda (Mobiliza), que solicitou a solenidade junto com os deputados Firmo Camurça (União) e Sérgio Aguiar (PSB), ressaltou a relevância da profissão no apoio à busca pela justiça e pela verdade.
Os detetives particulares desempenham seu trabalho de forma privada, com o objetivo de coletar informações e esclarecer fatos de interesse de pessoas físicas ou jurídicas, envolvendo questões familiares, localização de pessoas, investigação de condutas, apuração de fraudes e apoio em processos judiciais.
A atividade é regulamentada pela Lei nº 13.432/2017, que define o detetive particular como o profissional que planeja e executa a coleta de dados e informações de natureza não criminal, sempre respeitando os direitos e garantias fundamentais previstos na Constituição, atuando como auxiliar na busca da verdade, contribuindo com informações relevantes, sem, contudo, substituir ou assumir funções próprias da polícia ou do Poder Judiciário.
Para Tomaz Holanda, trata-se de uma categoria “invisível que exerce função de enorme relevância, chegando onde outros profissionais não conseguem chegar, e enfrentando desafios diários que requerem coragem, discrição e responsabilidade”.
A era da desinformação e das fakes news, conforme observou o parlamentar, demanda ainda mais esse tipo de profissional, cujo compromisso com a verdade, ainda de acordo com ele, exige preparo técnico e inteligência emocional.
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André Luís Diógenes Matos, presidente e fundador da Agência Diógenes Treinamento e Consultoria. Foto: Marcos Moura.
Ao longo da sessão solene, 21 detetives particulares foram agraciados com certificados. Representando os homenageados, o presidente e fundador da Agência Diógenes Treinamento e Consultoria, André Luís Diógenes Matos, destacou a necessidade de reconhecimento da profissão, apesar de a regulamentação existir desde 2017.
“Nosso trabalho é árduo e perigoso, e mesmo assim não somos reconhecidos, especialmente pelos agentes de segurança pública, que não nos reconhecem enquanto profissionais”, afirmando que muitos detetives sofrem abordagens bruscas de policiais militares.
André Luís cobrou do Poder Público mais reconhecimento e valorização para a categoria. “Fazemos um trabalho silencioso, longe dos holofotes, arriscado, mas sempre tem em vista a exposição da verdade”, defendeu.
A sessão solene contou, também, com a presença do vice-presidente da Agência Diógenes Treinamento e Consultoria, Francisco Barreto de Sousa; da assistente social e detetive privada, Patrícia Santos Chaves; e do General da Reserva Guilherme Theophilo Gaspar.
Pedro Emmanuel Goes
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