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Alunos de Direito visitam Procon Alece e a Procuradoria da Mulher em aula de campo

Por Gabriela Farias
09/04/2026 16:58 | Atualizado há 3 horas

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Alunos de Direito visitam Procon Alece e a Procuradoria da Mulher Alunos de Direito visitam Procon Alece e a Procuradoria da Mulher - Foto: Marcos Moura

Na tarde desta quinta-feira (09/04), estudantes do curso de Direito da Universidade Christus fizeram uma visita a dois órgãos de atendimento ao público da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece): a Procuradoria Especial da Mulher (PEM) e o Programa de Orientação, Proteção e Defesa do Consumidor (Procon Alece). A visita contou com a presença de 18 estudantes, que foram acompanhados pelo Procurador-Geral da Alece e professor de Direito, Rodrigo Martiniano.

Professora de Direito, Marcela Mourão. - Foto: Marcos Moura

A experiência tem o objetivo de romper as barreiras da sala de aula e proporcionar uma experiência prática na observação da atuação profissional nesses espaços públicos. "Viver na prática esse momento é uma oportunidade de saber como as coisas funcionam, caso um dia eles precisarem voltar aqui como advogados ou como servidores públicos", pontuou a professora de Direito, Marcela Mourão.

Coordenadora do Programa de Extensão do curso de Direito da Universidade Christus, Lea Barsi. - Foto: Marcos Moura

De acordo com a coordenadora do Programa de Extensão do curso de Direito da Universidade Christus, Lea Barsi, momentos como esse é a oportunidade de aproximar a faculdade da sociedade. “A gente tem a preocupação muito grande de gerar um impacto social, a responsabilidade social do curso. Então, a ideia é que o nosso aluno possa ser preparado com a base teórica para que ele possa impactar o ambiente em que ele vive”, reforçou.

Procurador-Geral da Alece, Rodrigo Martiniano. - Foto: Marcos Moura

Acompanhando a visita, esteve presente o Procurador-Geral da Alece, Rodrigo Martiniano, que também ocupa o cargo de professor de Direito da Universidade Christus. Ele destacou que a teoria pode ser diferente da prática, o que leva a necessidade desses encontros. “Como professor, tenho muito interesse de trazer os alunos aqui, na PEM, para eles terem conhecimento sobre os casos de violência política de gênero, que é um dos novos crimes eleitorais e que tem muita repercussão”, pontuou.

Coordenadora da PEM, Karisia Mara. - Foto: Marcos Moura

Para a coordenadora da PEM, Karisia Mara, o momento proporciona uma visão social, muito necessária na formação dos estudantes. “A violência de gênero é um assunto que urge na nossa sociedade. Vemos que existe uma necessidade de desconstrução muito grande do que culturalmente foi trabalhado na nossa sociedade. E é importante que esse futuro profissional seja formado também com essa visão e essa desconstrução”, frisou.

PROCON

Em um segundo momento, os alunos foram direcionados ao anexo III da Assembleia Legislativa, onde fica o Procon Alece, para conhecer toda a estrutura e funcionamento do órgão. O advogado e assessor técnico do Procon, Rodrigo Colares, classificou a visita como uma oportunidade de apresentar resoluções consensuais, mediação de conflitos e conciliação.

Advogado e assessor técnico do Procon, Rodrigo Colares. - Foto: Marcos Moura

“O grande objetivo de um órgão de defesa do consumidor é oportunizar a conciliação entre as partes e assim a gente acaba esvaziando o Poder Judiciário daquele abarrotamento de reclamações, de demandas, de processos. É uma forma deles entenderem que existem meios alternativos para resolução de conflitos, além do Judiciário”, concluiu o advogado.

Estudantes de Direito da Universidade Christus. - Foto: Marcos Moura

Alunos de semestres variados participaram do encontro. Maria Cecília Duarte, estudante de Direito do 1º semestre, elogiou a iniciativa. “A visita dá uma visão muito ampla, principalmente para quem está começando agora. É um primeiro contato com as áreas da profissão, o que nos ajuda a saber com o que se identificar futuramente”, afirmou.

Sua colega, do mesmo semestre, Nicole Magalhães, considerou a visita surpreendente. “Eu sabia que existiam esses órgãos, mas não tinha ideia de toda a estrutura disponível para atender as mulheres nas situações mais vulneráveis, nem como funcionava o Procon Alece por dentro", concluiu a estudante.

Edição: Gleydson Silva

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