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Projeto NutriAção reúne especialistas na Alece para discutir os riscos do uso de canetas emagrecedoras

Por Odara Creston
29/04/2026 11:14 | Atualizado há 1 hora

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A 3ª edição do evento reuniu especialistas na área da saúde para debater os riscos da automedicação e os cuidados com o corpo A 3ª edição do evento reuniu especialistas na área da saúde para debater os riscos da automedicação e os cuidados com o corpo - Foto: José Leomar

A Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece) realizou, nesta quarta-feira (29/04), por meio da Célula de Nutrição do Departamento de Saúde e Assistência Social (DSAS), a 3ª edição do projeto NutriAção. Aberta ao público, a atividade aconteceu no Auditório Murilo Aguiar e contou com uma mesa-redonda dedicada à discussão sobre o uso das chamadas “canetas emagrecedoras”.

Com o tema “Onde está o equilíbrio? Indicações, limites e resultados”, o encontro teve como objetivo promover um diálogo qualificado com servidores, visitantes e estudantes sobre as indicações clínicas, os limites e os possíveis resultados desses medicamentos, que têm ganhado cada vez mais popularidade.

A nutricionista Regina Moreira explicou que o foco do evento era esclarecer os riscos das medicações. Foto: José Leomar

A orientadora da Célula de Nutrição do Departamento de Saúde e Assistência Social (DSAS) da Alece, Regina Moreira, explicou que “a necessidade do evento surgiu da nossa preocupação ao observar a crescente de pacientes utilizando as canetas de forma aleatória, sem prescrição ou protocolo”.

O debate abordou os benefícios e os riscos associados ao uso dessas substâncias. Regina enfatizou que o evento serviu para “alertar sobre o perigo de comprar medicamentos de procedência desconhecida ou por influência de terceiros sem observar o armazenamento e a temperatura adequados”, comentou.

Ana Alice Falcão exaltou a discussão em torno do uso indiscriminado das medicações. Foto: José Leomar

No ato, representando a primeira-dama desta Casa, a assessora de Gestão e Planejamento do DSAS, Ana Alice Falcão, expressou alegria em poder trazer para a Alece pautas que estão em evidência no cotidiano das pessoas. “Essas canetas são uma inovação tecnológica e medicamentosa que serve como alternativa para o controle de doenças crônicas, metabólicas e graves, que poderiam levar à morte”, defendeu.

Ana Alice Falcão acrescentou que a 3ª edição do NutriAção visa evitar a disseminação de notícias falsas e o perigo do autotratamento sem prescrição. “Existem também canetas sem origem validada pela Anvisa e falsificadas, que podem ser tóxicas ou causar envenenamento ao usuário. Queremos ofertar conhecimento para nossos servidores e estudantes”, alertou.

Ela informa que o DSAS dispõe de atenção integral e multidisciplinar para servidores, dependentes e a população do entorno, garantindo o acompanhamento necessário para um tratamento exitoso.

PROFISSIONAIS DIALOGAM SOBRE O TEMA

A mesa-redonda contou com a participação de profissionais de diversas áreas da saúde, entre eles a endocrinologista Fabiana Lustosa, as nutricionistas Anna Sampaio, Caroline Rolim e Marina Levy, o fisioterapeuta acupunturista Egerton Teles e a psicóloga Júlia Penaforte.

A endocrinologista Fabiana Lustosa alertou para o aumento do número de obesos no mundo. Foto: José Leomar

Fabiana Lustosa destacou que a obesidade afeta mais de 1 bilhão de pessoas no mundo e que no Brasil mais de 60% da população está acima do peso. “A obesidade é uma doença hormonal e crônica, dessa forma o tratamento também deve ser contínuo e de longo prazo, assim como os tratamentos de hipertensão e diabetes”, comentou.

A endocrinologista atentou que, embora as canetas sejam uma "verdadeira revolução", a mudança no estilo de vida, a reeducação alimentar e a atividade física continuam sendo a base do tratamento. Em complemento, a psicóloga Júlia Penaforte focou “em como o indivíduo vê o alimento e o que ele significa para a pessoa, que tipo de emoções que ela anda comendo".

“Enquanto o medicamento atua na biologia, segurando o estímulo e o impulso da alimentação, a gente tem que tratar também a relação emocional com a comida. Precisa-se transformar a forma como o paciente lida com as emoções para que, após interromper o uso da medicação, ele consiga manter o peso e a autoestima”, expressou.

O fisioterapeuta Egerton Teles comentou sobre o uso das canetas aliado à acupuntura. Foto: José Leomar

A acupuntura pode complementar o tratamento aliado ao uso de canetas emagrecedoras a partir de uma visão sistêmica do corpo humano, como destacou o fisioterapeuta e acupunturista Egerton Teles. “A técnica atua em pontos específicos do organismo para inibir o apetite e regular o processo alimentar. Também auxilia no controle da compulsão alimentar e da glicemia, fatores fundamentais no processo de emagrecimento”, explicou.

Regina Moreira reforçou a importância da abordagem nutricional. “A nutrição atua na preparação do corpo, na modulação de efeitos colaterais, como queda de cabelo e irritabilidade, e no processo de desintoxicação. Queremos contribuir para a conscientização e a segurança de cada paciente”, concluiu.

O evento contou com o apoio de parceiros como Nestlé Health Science, Selene Mega Diet, Mundo Verde, Ocean Drop Suplementos, Terra Óleos Essenciais, Roval Farmácia de Manipulação, Soecialle, Prohospital e Cafeteria Pão Amor e Café, entre outros.

Edição: Vandecy Dourado

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